Comunicação Não-Violenta: uma nova linguagem

Lucia Maria de Oliveira Nabão

Psicóloga, Professora de Yoga e Facilitadora de Processos em CNV

Contato – nabaolucia@yahoo.com.br

Quem nunca viveu uma frustação ao tentar ter uma boa conversa com alguém querido ou importante? Esta dificuldade de grande parte das pessoas em se expressar de forma clara, direta e sem julgamento acaba, muitas vezes, transformando a conversa em uma troca de acusações, que ninguém sabe dizer como começou.

É exatamente neste ponto que a Comunicação Não-Violenta (CNV) se torna tão fundamental em nosso cotidiano. A CNV é embasada no desenvolvimento das habilidades conversacionais e seu propósito é restabelecer as relações e as conexões entre os seres humanos, mesmo em condições difíceis e situações de conflito. Por isso, ela pode ser vista como um processo de humanização profunda.

Segundo o psicólogo americano Marshall Rosemberg, criador da Comunicação Não-Violenta, nossas dificuldades em estabelecermos boas trocas na comunicação, tanto conosco como com os outros, têm raízes em uma linguagem crítica e cheia de julgamentos que absorvemos ao longo de décadas. Ao nos expressamos a partir da crítica, a reação imediata é a defesa ou o contra-ataque e, portanto, o fechamento para o diálogo.

Colocar em prática a CNV nos permite reestruturar nossa maneira de perceber, compreender e nos conectar com nós mesmos e com os outros, seja na vida pessoal ou profissional. No modelo comum de nossas interações, as nossas verdadeiras necessidades ficam escondidas atrás de comportamentos, falas e atos desconectados e pouco produtivos.

Entretanto, com essa nova forma de falar, passamos a olhar o outro como um ser humano igual a nós e não um inimigo que deve ser vencido. Assim, ativamos nosso potencial empático – lembrando que a empatia vai além de ser simpático – e nos relacionamos por meio de uma expressão autêntica e uma escuta atenta e consciente, querendo compreender antes de responder.

A CNV propõe a expressão honesta por meio de quatro componentes: observação do evento; expressão emocional, ou seja, a identificação do sentimento (felicidade, segurança, medo, raiva) relacionado ao fato; definição da necessidade ao invés da vontade/desejo individual; por fim, a realização de pedido, que se distingue de exigência. Desta forma, a CNV nos guia para alcançarmos a conexão com o próximo por meio de um diálogo autêntico, respeitoso e humano.

CNV e Família

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