ATITUDES TRANSFOMADORAS

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Vamos aqui trabalhar com os preceitos que traduzem a filosofia do Yoga, fazendo uma reflexão e afirmando uma intenção a cada dia.

  1. O mestre Krishna ensinou ao príncipe Arjuna, no Bagavad Gita, o livro sagrado do hinduísmo, que “Yoga é habilidade na ação.”Habilidade é a capacidade de fazer algo bem feito. Não tem a ver com perfeição (essa, cria tensão), mas com consciência, intenção, atenção, envolvimento, intimidade, presença, inteireza, criatividade, autenticidade. Então, proponha-se a desvendar sua habilidade na ação!
  2. Nossa sugestão é que você faça esse Yoga acontecer na sua prática de hoje. Esteja consciente de cada gesto, movimento, respiração, esteja presente verdadeiramente. Exercitar a habilidade – pode ser uma intenção colocada de na sua atitude de fazer seu Yoga da melhor maneira, desdobrando cada ação como se fizesse em uma seqüência de pequenas partes, livrando-se dos condicionamentos e automatismos, criando uma nova maneira de estar e agir.
  3. “Estar com a mente de uma maneira diferente” é a nossa sugestão para a prática de hoje.  Afirme a intenção de aceitar o efêmero na sua prática de hoje.Abra-se para a idéia de que tudo é transitório e experimente fluir junto com o tempo, como se o tempo aqui se transformasse nas águas de um riacho em que você se solta numa bóia e flui prazerosalmente. 4) “A aceitação da fragilidade nos abre para a intimidade, tanto do nosso corpo como da nossa mente”. Quando olhamos no fundo daquilo que tememos ser nosso vazio, nosso silêncio ou nosso interior aquietado, nos surpreendemos com o não-vazio. Podemos nos sentir conectados com tudo que vive e isso nos preenche, nos faz sentir plenos. É como estarmos diante de um calmo lago, sem a menor ondulação, mas sabendo que há muita vida por baixo da tranqüilidade superficial. Vamos ousar experimentar nosso aparente vazio, nossa quietude profunda, em nossa prática de hoje!6) “Nada traz maior felicidade que um coração manso”Isso acalma nosso coração e lhe confere apoio. O contato com o corpo desenvolve a nossa capacidade de sentir. Todos nós temos aprendido a fazer coisas com nosso corpo, mas ficamos isolados das sensações, a linguagem do nosso corpo. Não somos estimulados a sentir e sentir cria ansiedade e medo. Mas este padrão nos afasta de nós mesmos. Mas os pensamentos não têm de ser eliminados, eles podem ser simplesmente observados. As emoções não precisam ser excluídas, elas podem ser como portas para uma vivacidade maior, se forem simplesmente reconhecidas. Ela só vai cumprir essa função se abrirmos nossas mentes para a realidade não estruturada, isto é, além do que nos é conhecido, e ultrapassando nossos condicionamentos. Esse princípio garante que podemos nos entregar ao fluxo dos sentidos e sensações em nós e em nossos relacionamentos. Se com o apoio interno que conquistamos com o Yoga, pudermos nos abrir mais para a vida que quer se expandir em nós, vencendo aos poucos nossos receios de viver mais plenamente, teremos alcançado um patamar mais alto do que significa ser humano.  Afirme a intenção de aceitar-se como você é.A aceitação da imperfeição em nós e a concordância com nossa humanidade abrem um espírito de generosidade para conosco e para com a vida, nos põe alegres, em contato com nossa alma. Quanto mais humanos pudermos nos sentir, mais próximos do nosso ser divino ficamos.
  4. Pratique a auto-aceitação em todos os momentos de sua prática de hoje e sacralize seu Yoga!
  5. O desejo pela perfeição nos contrai e nos espreme numa tensão sempre maior.
  6. 11) “A perfeição não existe.”
  7. Vamos experimentar!
  8. 10) “O princípio da vida que todos nós encarnamos não pode ser destruído.”
  9. É uma experiência de viver coisas inusitadas, mas não é o caos. É a entrada no universo de todas as possibilidades e de todas as probabilidades. Pode ser uma fonte para nossa criatividade mais profunda, para nossos insights curativos e ainda, para nosso movimento natural de evolução enquanto seres humanos. Vamos acreditar no poder de nossa prática e nos dedicar a ela.
  10. 9) “Yoga é uma prática transformadora.”
  11. Vamos praticar a mente calma, permitindo que nossos pensamentos e sentimentos simplesmente passem, fluam.
  12. 8) “Yoga é um estado de mente calma.”
  13. Para podermos sentir de fato nosso corpo, vamos afirmar a intenção de passar além dos aspectos daquilo que consideramos como agradável e desagradável, para podermos sentir com liberdade e expansividade. A proposta de hoje é sentir sem julgamento ou análise, desenvolver equanimidade em relação à percepção de nós mesmos por via das sençações corporaes.
  14. 7) “A observação atenta do corpo nos revela quem somos.”
  15. Experimente vivenciar esse modo de acolhimento nas suas sensações e estados de espírito na sua prática de hoje.
  16. Podemos amansar nossos corações cultivando a observação atenta, sem preconceitos nem julgamentos, que se estende aos sentidos, às emoções e às disposições mentais. Aprendendo a acolher, a “pegar no colo” ou dar continência ao nosso movimento emotivo natural. Apenas poder sentir, sem análise.
  17. 5) “A conexão está sempre presente”
  18. Existem flores que em sua breve existência, se abrem por uma única noite. Será que por isso não serão dignas de nossa mais profunda admiração? Tais como elas, há aspectos frágeis e muito belos na natureza humana esperando por nossa admiração, reconhecimento e integração. A natureza humana é forte e frágil ao mesmo tempo, humana e divina, primitiva e sagrada. Em nossa prática de hoje, vamos nos propor encontrar espaço em nosso interior para todos esses aspectos constitutivos da nossa real natureza.
  19. É possível ter um relacionamento não adverso, não ameaçador, com a efemeridade e a vulnerabilidade, no qual a capacidade de aceitar o momento tem precedência em relação ao medo de sua passagem.
  20. 3) “Tudo está sempre mudando”
  21.              Geralmente nossa mente pensante, analisa e reage, num obsessivo modo repetitivo. A intenção para hoje é estar com a mente pensante na função de observador (sem reagir). A função de observação da mente assume precedência sobre as reações. É uma intenção de manter a mente a uma certa distância da preocupação, da exigência, da expectativa. Deixar a mente como uma mãe que compartilha o mesmo ambiente físico que seu bebê, mas que permite sem interferência, que ele brinque com seus pés e mãos, numa autodescoberta inusitada e gratificante. E sem a interação constante da mãe, o bebê se inventa, se cria e se desenvolve com liberdade, ele com ele mesmo, com seu universo interior rico e pleno de novas sensações.

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