ENCONTRO

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Depoimento da formanda da turma de FORMAÇÃO BÁSICA DE PROFESSORES DE YOGA do Ganesha – Centro de Cuidado do Ser /Agosto de 2009.

 

Agora que eu sou professora de Yoga entendo coisas que antes não entendia, vejo o que antes não via, sinto o que não sentia.

Maravilhosa sensação essa de conseguirmos finalizar mais uma etapa de nossas vidas, no entanto, dual e contraditória.

            Receber o certificado como professora de Yoga, após dois anos e meio de estudo, realmente é muito bom, mas melhor ainda é ter aquela certeza de termos sido orientados com dedicação e respeito, pelos nossos queridos professores e porque não, mestres. Orientação esta que nos rendeu inúmeras e magníficas vivências, as quais nos permitiram viver a vida de forma mais suave e serena.

            Mas nem tudo é só bom ou só ruim, e como a própria formação nos ensinou, a busca pela unidade de nossos atos e pensamentos está só começando, somos incapazes ainda de conseguir enxergar os fatos que nos rodeiam sem sermos duais.

            Assim, o lado ruim, ou melhor, menos bom, da formação é esta sensação de “fim” de algo diferente e novo, que está apenas começando, ahhh… e o como novo assusta não é!! Ai, lá vem de novo… aquela sensação da “perda” do vínculo, da “união” de todos os meses aos sábados, com nossos colegas e professores.

            Mas, apesar deste conflito, os ensinamentos do Yoga conseguem se manifestar na minha alma neste momento, fazendo-me lembrar que o que mais aprendi é que até aquilo que julgamos ser “menos bom ruim” tem “coisa boa”, ou seja, a união mental e intelectual com nossos mestres e colegas será sempre eterna, sempre que quisermos, poderemos nos conduzir físico ou mentalmente a cada um, neste espaço ou em outro e agradecer a Deus a possibilidade de compreender a tal “união espiritual e material que o Yoga nos ensinou”, compreendendo assim que unir não significa aglutinar, juntar, estar corpo a corpo, lado a lado materialmente, mas sim, sob meu ponto de vista, ENCONTRAR.

            Deste modo, Yoga na minha opinião significa ENCONTRO, constituindo uma categoria, uma parte do pensamento Divino manifestado nos homens, por meio de inspirações e intuições, as quais, para nossa felicidade, fizeram surgir os mantras, os asanas, os relaxamentos, os pranayamas, as meditações…….. a fim de auxiliar o ENCONTRO do homem com sua essência divina, o ENCONTRO com Deus, com tudo aquilo que há de melhor e de mais sublime na nossa alma.

            O Yoga me permitiu encontrar um caminho… Aquele que me conduz a verdadeira felicidade, a união do meu querer com meu poder da forma mais serena possível, aquela forma que transcende nossa inteligência e que nos faz lembrar de ENCONTRO com a verdadeira PAZ, com a UNICIDADE.

            Meu desejo é de que todos nós nos lembremos sempre da generosidade e sabedoria em ensinar da professora Lúcia, da humildade e da sabedoria da professora Juliana, da serenidade e da sabedoria do professor Sérgio, das risadas da Carmem, do sorriso largo da Ana, da perseverança da Anália, do sono matutino da Aninha que nos deixou, da contradição e excêntricidade da Ceni e dos olhares atentos, indagados no saber de todos nós.

Além disso, desejo que Deus nos ampare e nos auxilie sempre a estarmos atentos e dispostos a aprender com nosso próximo, mesmo que seja uma forma diferente de segurar uma caneta para escrever, e que sob sua Divina luz possamos transformar nossos maiores desafios pessoais em ações de humildade, amor ao próximo, reflexão, união…..ENCONTRO, para que um dia experenciemos tudo que o Yoga pode nos oferecer e assim, amar ao próximo como a nós mesmos, purificando e integrando nosso corpo a nossa alma.

Namaste e Carpe Diem!

Adriana Lis Pereira de Souza      

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