MEDITAÇÃO

Artigos

Mini-curso para alunos do Ganesha – Centro de Cuidado do Ser – www.ganeshanet.com.br

Lucia Maria de Oliveira Nabão – Professora de Yoga e Psicóloga

 

Uma possível definição operacional para meditação, segundo Roberto Cardoso, médico que trabalha com meditação e saúde, da Escola Paulista de Medicina, é:

Utiliza-se alguma técnica específica (claramente definida), envolvendo estado(s) alterado(s) de consciência, com relaxamento muscular em algum ponto do processo e “relaxamento da lógica”; é um estado necessariamente auto-induzido, utilizando um artifício de “auto-focalização” (denominado âncora) e valorizando a auto-percepção não sensorial.

Efeitos Fisiológicos (quando o praticante entra no estado hipometabólico, fisiológico e consciente – reações semelhantes ao estado do sono):

  • Alterações das ondas mentais – os iniciantes entram em alfa, estado de grande relaxamento.
  • Aumento do fluxo sanguíneo no cérebro.
  • Redução da atividade cerebral relacionada à execução de tarefa e elevação da atividade nas áreas cerebrais ligadas a criação.
  • Diminuição da freqüência cardíaca e respiratória e também da pressão arterial.
  • A resposta imunológica é incrementada.
  • Diminui os níveis de noradrenalina, cortisol e aldosterona – substâncias relacionadas ao estado de estresse.
  • Elevam-se as dosagens de endorfinas no sistema nervoso, de dehidroepiandrosterona e serotonina – substâncias reconhecidamente benéficas para o organismo.
  • Diminui a atividade dos “radicais livres”. Efeitos Psíquicos:  Miserabilidade material, limitação física importante ou estado grave de doença, embriaguez ou uso de drogas, psicose.Observações Importantes:
  • Fatores Dificultantes da Meditação:
  • Redução do comportamento neurótico, abrandamento da ansiedade, irritabilidade e tensão. Aumento das vivências positivas, como maior espontaneidade, bem estar, autocontrole e felicidade.
  • Coloque intenção, dê significado.
  • Postura firme, mas não rígida.
  • Regularidade.
  • A resistência é comum (e a mente é ardilosa), espere por ela e supere-a.
  • Um dia na semana, experimente dobrar o tempo.
  • Não fique obcecado com a prática, nem deixe seus deveres diários.
  • Medite na dor, na raiva ou no medo, se for isso que estiver sentindo.
  • Abra mão dos resultados.
  • Não tente ensinar ou convencer outros a meditarem, faça a sua prática.
  • Antes de começar, faça uma respiração ritmada, se precisar, uma liberação.
  • Use a mesma técnica por um tempo.
  • Marque um tempo mínimo e um tempo máximo para sua meditação e cumpra.
  • Meditação independe da religião.
  • A melhor hora é a que você pode ficar tranqüilo.
  • Meditação se faz sentado e acordado, se deitar estará fazendo relaxamento (vigília e sono).
  • Um lugar tranqüilo e silencioso é o ideal, mas o barulho pode ser o tema da sua observação. A música suave é tolerável vez por outra, o melhor é o silêncio.
  • Não faça meditação para se alienar, faça-a para estar presente.
  • Não tente “parar a mente”, você não vai conseguir. Meditar é transcender a mente ordinária.
  • Não tenha pressa, nem crie expectativas, exercite o desapego. Alimente a alma. Medite!!!!Sugestão de uma Prática Diária (15 minutos):
  •      Acomodar bem a postura com a coluna reta, nuca retificada, rosto descontraído, palmas das mãos voltadas para cima sobre as coxas, no chão ou numa cadeira. Fazer de uma a três respirações de liberação das tensões, retesando o corpo na inspiração e na retenção de ar e soltando na expiração bucal sonora. Fazer 3 minutos de respiração ritmada (8-4-8-4 ou 9-3-9-3). Escolher a variação da técnica de meditação que mais lhe agrada e praticar por 10 minutos. Toda vez que sua mente dispersar do objetivo eleito, gentilmente retorne a ele. Quando terminar, respirar mais profundo, enviar uma vibração de luz para todos os seres e para nosso planeta, espreguiçar muito bem o corpo, despertar a mente para a consciência de vigília.

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