YOGA, UM JEITO FELIZ DE SER

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Vendo o Mundo de Outro Jeito

Era uma vez um menino que já se levantava cansado só de pensar no monte de coisas para fazer. Além de ter dormido pouco e mal. Todos os dias às 6 horas, a mãe batia na porta do quarto. Quando ela ainda não trabalhava, vinha na beirada da cama, fazia um carinho e então acordava feliz. Mas agora, a mãe só chamava e já ia correndo se arrumar também e preparar o café para eles. Tinha que escovar os dentes, pentear o cabelo, colocar o uniforme, arrumar a mochila e não esquecer o calção de banho, pois assim que saia da escola, ia direto pra natação. Ah, e ainda tinha que arrumar o lanche. Só depois da aula de natação é que passavam no restaurante para almoçar correndo, pois logo em seguida ia para a fono e depois para aula de inglês. Duas vezes por semana tinha judô e aulas de canto.

Ficava com a avó até sete da noite, quando a mãe passava para pegá-lo, já cansada. E então iam juntos ao supermercado. Finalmente chegavam em casa, mas ainda era preciso fazer a tarefa, jantar, tomar banho e ufa…dormir. Para começar tudo de novo no dia seguinte.

Daí uma colega da escola, falou que estava fazendo Yoga e que era muito legal. O menino nunca tinha ouvido falar nisso, e então ela lhe explicou mais ou menos e o convidou para fazer uma aula. E ele foi.

Na aula, a professora, que não gritava com eles, explicou com toda calma uma porção de coisas sobre essa prática.

O Yoga é uma filosofia que apareceu na Índia há mais de 4000 anos. Era ensinada por um mestre aos seus discípulos, verbalmente. Não havia livros e nem apostilas naquela época.

Só no século II a.C é que Patanjali resolveu escrever tudo, para que esses ensinamentos não se perdessem. Ele definiu o Yoga como “mente calma, sem excesso de pensamentos e agitação.

E também significa a união do corpo com a mente, transformando as pessoas num “ser integral”.

 

Foi legal, porque era bem assim que o menino se sentia, cheio de coisas na cabeça, cansado de tanto pensar.

A professora Tereza, do Ganesha, Centro de Cuidado do Ser, nos contou um pouco sobre a prática do Yoga para crianças, cuja procura tem aumentado devido à essa vida cheia de compromissos que o mundo pós-moderno tem imposto a ela, que já se encontram estressadas e cheias de problemas.

No Yoga, as crianças entram em contato com uma nova forma de ver o mundo. Quando olham para dentro de si mesmas buscando maior concentração, sentem-se estimuladas, e o que era antes uma limitação passa a ser um desafio que lhes dá força pessoal. As crianças podem começar a praticar aos 5 anos, com aulas adaptadas a cada faixa etária, de maneira lúdica, sutil e dinâmica. O trabalho com o Yoga Infantil harmoniza as energias do pequeno praticante, amplia sua capacidade de concentração, ajudando-o a reconhecer suas emoções, facilitando seu autocontrole, melhorando sua consciência corporal, flexibilidade e desenvolvimento motor.

Aprendem a dar significado à vida, pela sua vivência de integração com o todo, o que é considerado no Yoga a base de uma espiritualidade saudável. O Yoga infantil estimula as atividades comandadas pelo lado direito do cérebro, tais como imaginação, criatividade e intuição.

A prática é muito recomendada para os hiperativos, pois desenvolve o controle e a consciência de sua condição mais acelerada, usando técnicas de centramento, enraizamento e recolhimento.

Já para os introspectivos, o trabalho passa por técnicas de expressão, expansão e aumento de auto-estima. Para portadores de deficiência física ou mental, usa-se Yogaterapia e o trabalho deve ser iniciado o mais cedo possível, para melhor recuperação. Muitas crianças são trazidas pelos próprios pais, que já praticam e querem transmitir essa filosofia aos filhos. Outras, por terem ouvido falar a respeito, decidem que é isso o que querem fazer. Exatamente como o nosso personagem do início. O encantamento acontece no primeiro contato. “Percebo como resultado imediato o relaxamento, além de uma integração maior da criança com o ambiente, afetando positivamente o relacionamento entre pais e filhos.

Os efeitos terapêuticos também se notam rapidamente pois as crianças estão abertas. Percebo nelas a descoberta de uma nova forma de ver o mundo, o que as torna mais confiantes, alegres, criativas e tranquilas.”

 

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